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AMEAÇA CIBERNÉTICA A principal constatação de David Macmahon é a de que na Internet como no Velho-Oeste, o cumprimento as Leis nem sempre é possível. Assim, todas as pessoas que pretendem auferir benefícios no ciberespaço devem considerar os riscos envolvidos. Mas para que suas defesas não fiquem nem aquém nem além do necessário, cada um deve avaliar os riscos de maneira quantitativa e qualitativa. AMEÇA CIBERNÉTICA proporciona ao leitor elementos para estimar de maneira realista suas próprias vulnerabilidades. Para navegar com segurança o usuário deve desde logo se convencer que na Internet a aparência de credibilidade pode ser facilmente imitada por marginais que tentam convencer os usuários ingênuos a cometerem falhas que possam ser exploradas. Convêm aplicar no ciberespaço os cuidados que cotidianamente adotamos para não sofrermos prejuízos. No mundo virtual o risco é real. Só em 1999 os consumidores perderam U$ 3,2 milhões em fraudes na Internet. Portanto, ao realizar compras, abrir correspondência não solicitada, participar de leilões “on line” pense duas vezes. Um saudável ceticismo pode livrá-lo de perder preciosos recursos financeiros, além de sua auto-estima é claro. Quanta informação sobre sua pessoa você gostaria que ficasse flutuando na rede? Você sabe exatamente como os e-mails, browsers e redes realmente funcionam? “Você pode ficar surpreso em saber que existe um grande mercado usando os cookies para montar seu perfil de consumidor e vendê-lo para empresas de vendas diretas segmentadas por consumidores, código de endereçamento postal e hábitos de consumo.” Se for cardíaco pode até ter um ataque ao saber que, com ferramentas que podem ser facilmente obtidas na própria Internet, alguém poderia ver o conteúdo de seu disco rígido enquanto você navega despreocupadamente pelos seus websites preferidos. “No ciberespaço, onde a identidade e a motivação são obscurecidas pelo anonimato, o agente de todos os eventos deliberadamente ameaçadores é o hacker.” Alguns hackers não acreditam que são criminosos. Agem por compulsão sentindo-se seguros em razão do anonimato proporcionado pela rede mundial de computadores. Os melhores dentre eles já invadiram os computadores do governo Chinês, usaram um supercomputador do governo americano como servidor de Chat e derrubaram a energia do aeroporto de Worcester. Entretanto, nem todos os hackers são apenas brincalhões ou inofensivos bisbilhoteiros. O ciber-terrorismo é uma realidade. “Em uma operação conhecida como Moonlight Maze, as autoridades americanas descobriram que segredos estavam sendo roubados dos computadores de defesa envolvendo sistemas de direcionamento de armas e códigos de inteligência naval.” Na verdade as Forças Armadas de diversos paises dependem tanto de computadores em rede que já se tornaram vulneráveis aos espiões virtuais. É por isto que o autor conclui que “...a diferença entre o jeito de fazer guerras no passado e hoje é que a Internet agora permite a todos os participantes entrarem no jogo como “os mais fortes” quase em igualdade de condições.” Você não dispõe de jatos modernos, bombas inteligentes e sistemas de navegação via satélite? Não?! Então use as armas do seu inimigo em proveito próprio. Um hacker talentoso sabe exatamente quanto poder está literalmente na ponta de seus dedos. Neste maravilhoso mundo pós-moderno, qualquer estadista habilidoso ou terrorista ardiloso tem consciência de que já não é preciso comprar ou fabricar armas. Basta contratar uma equipe de hackers para interferir no funcionamento e uso de armas em poder das superfrágeis potências militares. AMEÇA CIBERNÉTICA revela que não é preciso sair de casa para obter em algumas horas um CD com mais de 4.000 programas que fazem desde arrombamento virtual até espionagem e destruição. Mais que isto, dá indicações precisas sobre várias táticas empregadas pelos hackers, bem como os endereços de vários websites em que estas ferramentas de hacktivismo podem ser facilmente obtidas (www.cultdeadcow.com; www.hackers.com; www.insecure.org). Antes de entrar nestes websites não esqueça que você pode se tornar uma vítima de sua curiosidade. Os conselhos que o autor dá sobre navegação segura são essenciais. Seu navegador e firewall estão adequadamente configurados? O que você sabe sobre criptografia de chave pública é o suficiente? “A realidade da segurança é que muitas pessoas instalam uma fechadura muito sofisticada em sua porta mas, então, deixam as janelas abertas. A segurança deve ser equilibradas. Lembre-se, a ameaça seguirá o caminho de menor resistência, como a água correndo para lugares mais baixos através de brecas.” Apesar de algumas vezes usar uma linguagem muito técnica, AMEAÇA CIBERNÉTICA, de David MacMahon, é uma obra essencial para quem pretende não naufragar no nebuloso mundo virtual. Afinal, como frisa o autor logo na Introdução “... apesar de contínuos esforços de vários governos e organizações para regular a atividade na Internet, você está por sua conta e risco no ciberespaço.”
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