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COMÉRCIO EXTERIOR: amolecer ou endurecer? Os paises ricos sempre dizem que reduzirão seus subsídios agrícolas. Mas na prática continuam praticando-os em escala igual ou até maior. Numa economia globalizada nenhum país sobrevive isolado ou se isolando dos demais. Todos os paises têm suas vantagens comparativas. Mas estas diminuem ou aumentam conforme o momento político e econômico. Os norte-americanos estão em guerra, endividados, perderam o controle do cambio de sua moeda e enfrentam uma crise econômica motivada pelas escolhas que fizeram. A dependência do petróleo importado é o calcanhar de Aquiles do gigante do norte. O Brasil é auto-suficiente em petróleo e tem até a perspectiva de se tornar exportador desta matéria prima. Estamos em paz com nossos vizinhos, nossa economia cresce de maneira sustentada e as finanças públicas estão saneadas e sob controle. A agricultura do Brasil é mecanizada, altamente produtiva e tem condições de se expandir com a incorporação de terras ociosas ao ciclo produtivo. Nesse atual contexto as vantagens comparativas do Brasil são maiores do que jamais foram. Já as vantagens comparativas dos norte-americanos declinam em razão de seus problemas. Esta tendência de declínio tende a se acentuar á medida que a participação dos EUA no PIB mundial recua em razão do avanço de seus concorrentes igualmente ricos e industrializados. As disputas comerciais entre os ricos podem e devem ser exploradas pelo Brasil. Cada país só cuida de seus próprios interesses e não tem obrigação nenhuma de alisar ou alimentar seus parceiros. Concordo plenamente com o atual Ministro das Relações Exteriores. Neste atual momento o Brasil tem que endurecer sua posição. Se quiserem negociar os ricos terão que amolecer e reconhecer que seu discurso não se ajusta às suas atuais vantagens comparativas. Isto é especialmente verdade em relação aos EUA.
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