REVISTA CRIAÇÃO

A DITADURA MORREU,
VIVA A MERDOCRACIA

Os meios de comunicação tem aproveitado os 40 anos do golpe de 1964 para abordar os aspectos negativos do regime militar. Nasci em 1964 e da ditadura não lembro nada ou quase nada. Os dissidentes que foram eliminados morreram porque estavam em guerra com o regime. E na guerra as pessoas morrem. Paciência.

Não estou nem um pouco interessado em saber quem foram os torturados. A identidade dos torturadores também não me diz respeito.

Na verdade estou muito mais preocupado é com o regime instalado há vinte anos no país. Apesar da ladainha dos políticos de esquerda a merdocracia brasileira não acabou com as desigualdades regionais. Não aterrou o abismo entre ricos e pobres. E, principalmente, não evitou a roubalheira de dinheiro público.

Sou um homem simples. Para mim, a única diferença entre o regime militar e o atual é de natureza estética. Os pilantras da ditadura usavam fardas. Os de hoje vestem ternos.

Internados na mesma masmorra tropical os brasileiros ainda desfrutam serviços públicos ineficientes, pagam impostos elevados e são bem tratados de acordo com os rendimentos e mal tratados segundo suas carências.

As cadeias brasileiras continuam cheias de pobres, pretos e putas. Muitas autoridades executivas, legislativas e judiciárias nacionais continuam sendo compradas em dólar.

É claro que os dissidentes hoje não são perseguidos, mas também não ameaçam a farra geral em que esquerda e direita se unem para pilhar recursos públicos. Portanto, estou cansado de ouvir a esquerda gritar de barriga cheia "abaixo à ditadura". Proponho outra palavra de ordem ABAIXO A MERDOCRACIA.

Vinte anos de merdocracia e os resultados são desanimadores:- as desigualdades regionais e sociais se aprofundaram; o serviço público vai mal e os políticos vão bem. Em razão de serem os gestores deste novo sistema de transferência de rendas públicas para o setor privado (para não dizer para suas próprias algibeiras) os políticos brasileiros que construíram a história desta merdocracia devem ser premiados. Por isto criamos o
Projeto Pirâmides do Brasil.

1º Todos os políticos que ocuparam cargos públicos eletivos e seus apaniguados que foram nomeados para exercer cargos de confiança nos últimos 20 anos serão compulsoriamente recrutados para o programa;

2º Todas aposentadorias, pensões, vencimentos, estipêndios e vantagens que os recrutados recebem ficam revogados;
3º Todo patrimônio que eles amealharam quase honestamente nestes vinte anos de farra ficam confiscados e serão empregados para financiar o projeto;

4º Durante todo o tempo que for necessário os recrutados trabalharão na construção de três Pirâmides com as mesmas dimensões daquelas que existem no Egito;

5º A fim de preservar a integridade história do projeto, o trabalho será realizado sob as mesmas condições técnicas e humanas que as existiam no tempo dos faraós;

6º Qualquer cidadão brasileiro poderá se inscrever para chicotear os políticos enquanto eles constroem as Pirâmides do Brasil;

7º Os mortos serão enterrados em vala comum, os fugitivos executados à moda romana (vergastados e decapitados) e os sobreviventes não receberão nada em troca do que fizeram a não ser um pé na bunda.


Fábio de Oliveira Ribeiro

>>A CRIAÇÃO
 
>>Literatura
>>Textos Literários
>>Colaboradores
>>Mitologia
>>Cinema
>>Cibercultura
>>Humor
>>Outros Escritos
>>Fotos
>>Contato
>>Web Master
 
 
 
 
 
LITERATURA TEXTOS LITERARIOS MITOLOGIA CINEMA CIBERCULTURA OUTROS ESCRITOS