O
FIM DO IMPÉRIO NORTE-AMERICANO
Desde tempos imemoriais um império se define pela capacidade
que uma tribo, cidade, ou nação tem de impor sua vontade
aos outros povos. A submissão e a idéia imperial são
incompatíveis. Não se domina pela subserviência.
Os americanos já enterraram 700 bilhões de dólares
no Iraque e não se pode dizer que tenham vencido a resistência
iraquiana. Vários paises, inclusive do Oriente Médio,
já começaram a usar o euro para suas transações
internacionais. O declínio da importância militar e monetária
dos EUA é evidente. Mas foi em 02/01/2008 que ocorreu o anúncio
oficial do fim do Império Americano. Neste dia fatídico
para os orgulhosos habitantes daquela porção do hemisfério
norte o New York Times publicou a seguinte matéria:
“... um alto funcionário de um banco estatal chinês
advertiu que pode haver uma venda maciça de ativos cotados
em dólares, com efeito desestabilizador, se o Banco Central
americano continuar a reduzir os juros.”
http://www.nytimes.com/2008/01/02/opinion/02wed2.html?_r=1&hp&oref=slogin
Quando um país já não tem mais poder sobre sua
própria política monetária e macroeconômica,
quando seu destino está nas mãos alheias, sua soberania
foi para o espaço e iluminou-o como o Challenger. Ao aderir
incondicionalmente à invasão do Iraque, a Inglaterra
atestou sua dependência política dos EUA. Agora o NYT
anunciou delicadamente que os próprios EUA estão virando
um apêndice da China em razão do poder que os chineses
têm de ditar os juros que os americanos devem ou não
praticar para continuar investindo em títulos do governo americano.
O mundo dá muitas voltas. Do outro lado do planeta, os chineses
fazem filas para realizar cirurgias estéticas para ficar parecidos
com os ocidentais. Não deve demorar muito para que deste lado
os norte-americanos iniciem filas nos consultórios dos cirurgiões
para ficar parecidos com os chineses. Entretanto, se os primeiros
ficam parecidos com os americanos estes acabarão semelhantes
aos bolivianos.
Fábio de
Oliveira Ribeiro