REVISTA CRIAÇÃO

FOLHA DE SÃO PAULO EMPASTELA BLOGUEIRO


Esta semana a Folha de São Paulo, que gosta de ser vista como uma feroz defensora da liberdade de imprensa, de consciência e de expressão, protagonizou um escandaloso caso de censura disfarçada através de uma suposta defesa de sua marca: 

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/blogueiro-notificado-
pela-folha-intimidacao/
http://www.arlesophia.com.br/

Ninguém pode impedir a Folha de São Paulo de circular ou um cidadão de fazer campanha contra a assinatura do jornal. Ao jornal a Constituição Federal garante a liberdade de imprensa; ao cidadão que não gosta do jornal a Constituição Federal assegura a liberdade de consciência e de expressão. Não há conflito entre estas duas regras constitucionais. Os dois princípios (liberdade de imprensa e liberdade de consciência e de expressão) devem coexistir, um não pode se sobrepor ao outro. 


A intenção censória da Folha de São Paulo é evidente. Este não é um caso de uso indevido da marca, porque o blogueiro não visou qualquer benefício econômico ao divulgar o link com o logo da Folha de São Paulo. Ele apenas queria facilitar a vida dos interessados em cancelar a assinatura do jornal. 


Ninguém é obrigado a assinar a Folha ou a manter a assinatura da Folha, pois a todos os brasileiros (assinantes ou não da Folha) é garantida a liberdade para fazer aquilo que quiserem. A Folha de São Paulo, por sua vez, deve respeitar os direitos dos assinantes  interessados em revogar suas assinaturas. Se está perdendo leitores, a única coisa que um jornal pode fazer para manter ou ampliar seu público é reavaliar sua política editorial. 

Ao tentar calar seus críticos ou censurar a liberdade daqueles que não gostam do jornal a Folha deu uma clara demonstração de intolerância e de decadência moral. 


Fábio de Oliveira Ribeiro

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