FRACASSOS E REELEIÇÕES
Durante sua campanha presidencial Lula prometeu: a)milhões
de empregos; Nada a comemorar no final de seu mandato. Com exceção da última, todas as demais promessas de campanha não foram cumpridas. O desemprego é um fenômeno que se tornou permanente. E o governo Lula pode ter colaborado para isto em razão de não ter realizado obras estruturais. Lula e seus econômicos ministros optaram por antecipar o pagamento de compromissos internacionais e manter um superávit fiscal acima do necessário. Mas a ausência de infra-estrutura (portos, aeroportos, estradas, etc) encareceu e dificultou as exportações afetando o desempenho econômico. Após um ano de trégua, o MST percebeu que estava sendo enganado e voltou à carga. Nem a pressão resultante das invasões acelerou a reforma agrária. Os investimentos sociais foram feitos com uma despesa astronômica com propaganda. As ações sociais do governo Lula podem ser comparadas à velha prática católica de distribuir as migalhas aos pobres para mantê-los pobres. No caso específico do Brasil da era Lula somos obrigados a frisar que os pobres ficaram mais pobres, pois o IBGE apurou que a participação dos salários no PIB diminuiu. Tudo bem pesado, o mandato de Lula foi desperdiçado. É bem possível que o "sapo barbudo" consiga outro. Não por méritos, mas porque seus opositores são vacilantes, mentirosos, corruptos e já deram provas de incompetência administrativa. A reeleição será funesta. Mais quatro anos de discursos e paralisia para o deleite dos americanos e ingleses, que continuarão a elogiar Lula. Não precisamos de bola de cristal para adivinhar como Lula será julgado pela história: o Presidente trabalhador que atendeu todas as demandas internacionais e esqueceu-se de sua própria gente. Felizmente uma parcela grande de brasileiros ignora esta mixórdia que é a política e este mastodonte decrépito que é o Estado. Diariamente milhões de brasileiros trabalham para melhorar suas próprias vidas e com isto tornam o país mais belo, mais desenvolvido e, sobretudo, mais independente (ao contrário dos políticos do PFL ao PT, passando pelo PSDB). Fábio de Oliveira Ribeiro |