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GUERRA DOS PANOS SANTOS O infalível Papa, Josef Ratzinger (que já foi da juventude hitlerista e, portanto, discípulo do infalível líder que provocou a II Guerra Mundial) disse recentemente que o islamismo é uma religião incompatível com a humanidade. Sua sacrossanta manifestação provocou a ira dos muslins, mulás, aiatolás e outros "ás" do Oriente Médio a fora. Não à toa, imaginem se fossem os referidos muslins, mulás, aiatolás e outros "ás" que dissessem que o catolicismo é uma religião brutal que nasceu com uma crucificação, crucificou queimou, mutilou e torturou milhões de seres humanos nos últimos dois mil anos? A falta de diplomacia do Papa foi absoluta, calculada e deliberada. Ele quer uma guerra teológica para revitalizar a cristandade na Europa, fortalecer a mesma no novo mundo e emergir como um interlocutor poderoso frente aos Estados neste momento em que a ONU está morta e só não foi enterrada porque ninguém quer ser acusado de precipitar seu fim. Um amigo herético disse-me que o Papa está gagá e discordei. Não está gagá não. Está é lúcido e antenado. Há cheiro de pólvora (e de resíduos atômicos) no ar. Há discórdia entre nações poderosas por causa de matérias primas escassas. E, sobretudo, há um descompromisso com soluções negociadas e pacíficas. Mesmo não tendo um exército nazista à sua disposição, Ratzinger age como um bom senhor da guerra. Move suas peças no campo de batalha aguardando resultados previsíveis. Quem ganhará a guerra dos panos? O Papa e seus bispos ou os muslins mulás, aitolás e outros "ás"? Nem uns nem outros. Atiçadas pelo debate religioso as populações cristãs e islâmicas estão sendo empurradas para a guerra. A roda dentada do mundo está a girar e vai esmagar não os líderes religiosos, mas os crédulos fiéis que os obedecem. Mas é claro que posso estar errado.
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