REVISTA CRIAÇÃO
 

O HOMEM DO TURBANTE AZUL


Há mais de uma década eu assisti o estranho documentário de Orson Welles sobre Nostradamus. Meditando sobre a Guerra de Terror americana eu me lembrei deste documentário e tive uma idéia monumental e má.

O
s americanos já desmantelaram as famílias no Vietnã, Coréia, Laos, Camboja, Chile, Argentina, Brasil, Colômbia, Nicarágua, El Salvador, Honduras, a Costa Rica... não continuarei porque a lista é imensa. As crianças que sofreram em razão das ações americanas estão por aí e tem um perfil mais ou menos parecido ao meu
(http://www.jornaldedebates.ig.com.br/debate/lei-anistia-deve-ser-revista/artigo/terrorismo-virtual/12777 - se não fosse um imprestável que se recusa a praticar ações violentas eu certamente seria um candidato a terrorista).



Depois que o 11 de setembro os americanos aprenderam uma lição: agora os policiais americanos rapidamente suspeitam das pessoas oriundas de países islâmicos e facilmente identificam objetivos entre aqueles que estão vestidos como árabes, falam idiomas árabes, freqüentam mesquitas etc. Mesmo assim, os terroristas continuam a recrutar e a treinar garotos e homens em países islâmicos.

Os americanos realmente têm sorte de estar lidando com pessoas que colocam a religião na frente da política. Se colocassem a política em primeiro plano, Bin Laden e seus cúmplices estariam recrutando e treinando terroristas nos países em que os americanos fizeram suas cagadas. A lista destes paises é longa e inclui quase todos os continentes. Em muitos deles predomina o cristianismo ou budismo. Como os policiais americanos poderiam suspeitar de todos os turistas que chegam nos EUA, de todas as pessoas que têm diversas origens étnicas não árabes e religiões diferentes do islamismo?

A mensagem islâmica funciona bem só se o público for islâmico. Para aqueles que não são islâmicos a mensagem teria que ser outra. E é por isto que o documentário do Orson Welles convulsionou minhas idéias. Em muitos dos países que sofreram em conseqüência das ações americanas o conhecimento de Nostradamus é uma realidade fácil de explorar. Nos paises em que a população desconhece Nostradamus a mensagem do místico pode ser difundida facilmente sem levantar suspeita ou restrições de natureza religiosa. Afinal, Nostradamus não era islâmico.

Nesse sentido, se Bin Laden mudasse a cor do turbante ele poderia se identificar à figura simbólica e mitológica de O HOMEM DO TURBANTE AZUL de Nostradamus. De acordo com o místico francês O HOMEM DO TURBANTE AZUL é aquele que provocará o começo da III Guerra Mundial, guerra que destruirá todas as nações (inclusive os EUA). Se os terroristas realmente querem destruir o mundo este pode ser um bom caminho.


Fábio de Oliveira Ribeiro


PS: Não sei se Bin Laden está vivo ou morto. Eu não acredito em previsões sobre o futuro (a menos que sejam retroativas, ou seja, feitas no presente sobre fatos passados e atribuídas a autores antigos). Eu gostei do documentário de Orson Welles porque ele era um grande fanfarrão que fazia filmes maravilhosos. As relações que fiz entre Orson Welles, Bin Laden e o HOMEM DE TURBANTE AZUL de Nostradamus não passam de um exercício literário (feito para assustar americanos e publicado em inglês no seguinte endereço:
(http://sithan.multiply.com/journal/item/48/THE_MAN_OF_THE_BLUE_TURBAN_)

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