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O SINAL, A SEMIÓTICA E A IMPRENSA CAROLA
Com o empurrão da imprensa esportiva o caso
tomou proporções épicas:
A semiótica se ocupa de símbolos e sinais, mas não faz qualquer valoração moral sobre os mesmos. Quando as propriedades culturais de um sinal são estudadas o que interessa é sua capacidade ou não de comunicar. Qualquer garoto brasileiro de 10 anos de idade que goste ou não de futebol conhece o sinal feito por Cristian e sabe que o mesmo pode significar desprezo ou afirmação da própria virilidade. Note-se, ademais, que o falo é “...considerado em toda parte um signo de fecundidade, das energias especiais e cósmicas e da fonte da vida; por isso é utilizado frequentemente como amuleto e venerado como imagem de culto...” (Dicionário de Símbolos, Herder Lexikon, São Paulo, Cultrix) O gol é o objetivo da partida de futebol e define seu resultado. O jogo em questão estava 1 a 1. Como a vantagem do empate era do São Paulo, o resultado até então poderia ser considerado uma derrota para o Corintians. O gol de Cristian mudou o resultado e inverteu a lógica da semifinal. Portanto, pode-se dizer que o símbolo fálico que o jogador fez após seu chute foi bastante apropriado. Cristian fertilizou seu time tinha todo direito de demonstrar desprezo pelos oponentes. Além disto, os sãopaulinos fariam o mesmo sinal para os corintianos caso o resultado fosse outro. Numa disputa de futebol existem perdedores e vencedores. O vencedor pode e deve exultar - é o que se espera dele. Do perdedor esperamos que tenha brio e sofra até uma nova vitória. Entretanto, em razão do alarido feito pela mídia é bem possível que o TJD impeça Cristian de disputar a próxima partida. Isto seria uma tremenda injustiça. Uma injustiça provocada por jornalistas carolas que ignoram semiótica, demonstram desprezo pela verdadeira cultura brasileira e que pretendem transformar todos os jogadores em eunucos ou coroinhas.
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