REVISTA CRIAÇÃO

SEQUESTRO DE ÁRVORES

Os ambientalistas querem salvar o mundo com o SEQUESTRO DE CARBONO.

“Seqüestro de carbono é um processo de remoção de gás carbônico. Tal processo ocorre principalmente em oceanos, florestas e outros organismos que, por meio de fotossíntese, capturam o carbono e lançam oxigênio na atmosfera. É a captura e estocagem segura de gás carbônico (CO2), evitando-se assim sua emissão e permanência na atmosfera terrestre.

As atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis e a utilização de calcário para a produção de cimento, bem como os diferentes usos da terra, associados ao desmatamento e queimada são as principais causas do rápido aumento dos níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, contribuindo para o aquecimento global. No entanto, os maiores estoques de carbono não são encontrados na atmosfera, mas sim, no ecossistema marinho ou ecossistema terrestre (vegetação + solo).

O conceito de seqüestro de carbono foi consagrado pela Conferência de Quioto, em 1997, com a finalidade de conter e reverter o acúmulo de CO2 na atmosfera, visando à diminuição do efeito estufa.

Para mitigar o aquecimento global, uma variedade de meios artificiais de captura e de seqüestro do carbono, assim como processos naturais estão sendo estudados e explorados.”

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sequestro_de_carbono


A idéia do SEQUESTRO DE CARBONO me parece tão boa que acho que deveriamos adaptá-la para salvar a floresta amazônica. Tudo que fizemos até agora para salvar a mata não tem dado certo. A prova empírica de nossa incompetência é a expanção da fronteira agrícola em prejuízo das árvores. É por isto que sugiro uma mudança radical. Através do SEQUESTRO DE ARVORES poderiamos estancar o desmatamento mediante a a adoção das seguintes medidas:


1) Autorizar os nativos da região amazônica a derrubar a mata;
2) Encerrar os programas de monitoramento do desmatamento;
3) Obrigar a União a fornecer gratuitamente para cada amazonense uma moto-serra;
4) Reduzir drasticamente a tributação do comércio de madeira de Lei no mercado interno e abolir a tributação do produto para exportação;
5) Construir serrarias públicas onde a madeira colhida na mata pelos amazonenses seria processada;


É claro que a adoção destas medidas deixaria a opinião pública internacional preocupada. Quando as nações começassem a interpelar o Brasil na ONU por causa de sua nova política ambiental, a diplomacia brasileira utilizaria o argumento do paradigma fornecido pelo primeiro mundo. Os americanos e europeus destruiram suas florestas temperadas e não podem nos impedir de fazer o que bem entendermos com a nossa.


A finalidade de um sequestro é receber o resgate. O mesmo conceito se aplica ao SEQUESTRO DE ARVORES.


Conservar uma floresta tão vasta, densa e pouco povoada como a Amazônia custa muito, muito, muito, muito dinheiro e o Brasil não tem recursos nem para cumprir suas obrigações para com os amazonenses. As nações de primeiro mundo querem salvar as árvores? Então devem parar a conta! Em razão da nova política passaríamos a cobrar um valor fixo (quinze dolares ou oito euros) para cada arvore que não fosse cortada.


O dinheiro obtido com o SEQUESTRO DE ÁRVORES seria repassado diretamente para os amazonenses. Assim eles poderiam cuidar de suas vidas sem destruir a floresta. Parte do dinheiro seria utilizado para preservar as moto-serras devidamente lubrificadas, afiadas e em perfeitas condições de uso. Caso a taxa não fosse paga as mesmas poderiam ser utilizadas para “salvar” as arvores derrubando-as.

Fábio de Oliveira Ribeiro

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