REVISTA CRIAÇÃO

VIDAS PARALELAS E EM PARALAXE

Os macedônios tiveram Alexandre “o grande”.
Os russos tiveram Ivan “o terrível”.
Os ingleses tiveram Ricardo “coração de leão”.
Em razão da predileção do atual Presidente do STF pelo espetáculo, já podemos dizer que os brasileiros “mais iguais” tem Gilmar Mendes “o imoderado”.

Devemos seguir o exemplo de Plutarco e abordar as vidas paralelas de Gilmar Mendes? A diferença qualitativa entre os personagens citados é evidente.

Alexandre comandava seus exércitos pessoalmente e sofreu vários ferimentos graves antes de conquistar seu império. Gilmar Mendes não conquistou nada, porque seu cargo foi lhe dado de presente pelo dileto amigo FHC e seu império na mídia tem sido fabricado pela oposição que a controla.

Ivan era cruel, mas unificou a Rússia e acabou louco e acuado dentro do Kremlim. Gilmar Mendes é cruel, mas está dividindo o Brasil e sua loucura é estimulada publicamente pela oposição.

Ricardo empreendeu uma cruzada fracassada, foi preso e resgatado e morreu ao sitiar o castelo de um nobre que se recusou a outorgar-lhe a propriedade de uma jóia romana encontrada no território feudal que comandava. Gilmar Mendes ainda não fracassou nem foi preso e certamente não vai morrer pela única jóia romana que ele deveria cultuar (o Direito Romano).

O macedônio era corajoso, Gilmar Mendes é um político covarde que se esconde dentro de uma toga. O russo era brutal, mas foi capaz de construir algo enquanto Gilmar Mendes quer apenas destruir o que os brasileiros estão construindo. O inglês morreu para defender sua autoridade e Gilmar Mendes é apenas mais um bobão autoritário que nunca coloca a vida em risco.

Cada povo tem o ícone que merece… mas eu continuo achando que nós não merecemos este ícone e já passou da hora de quebrá-lo em mil pedaços.


Fábio de Oliveira Ribeiro

>>A CRIAÇÃO
 
>>Literatura
>>Textos Literários
>>Colaboradores
>>Mitologia
>>Cinema
>>Cibercultura
>>Humor
>>Outros Escritos
>>Fotos
>>Contato
>>Web Master
 
 
 
 
 
LITERATURA TEXTOS LITERARIOS MITOLOGIA CINEMA CIBERCULTURA OUTROS ESCRITOS